PROJETO: Croma
Obra de poesia visual que explora a metalinguística em relação ao tema proposto. A forma escrita de homenagear o azul, o amarelo, o verde, o lilás, o vermelho é sempre composta por duas cores (fundo-frase) que são distintas das que são representadas no enunciado.
ESTRATÉGIA DE AÇÃO:
As obras (lambe-lambes) serão levadas para Porto Alegre já feitas e fixadas nos tapumes com cola de povilho, feita manualmente.
LOCAL:
Tapumes da Praça da Alfândega
Julio Leite [Campina Grande - PA]
Graduado em Comunicação Social pela Universidade Estadual da Paraíba em 2000, dedica-se às artes visuais. Foi professor substituto da Universidade Federal de Campina Grande (2002-2005), momento em que se dedica na pesquisa e orientação de projetos em urbana-arte, vídeo, fotografia ( incluindo a arte tecnológica). Em 2004 cria e dirige a Galeria Cilindro, site specific, na cidade de Campina Grande.
Participou de várias exposições coletivas e individuais, no Brasil e no exterior, entre elas Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco 1989; Mostra Internacional de Art-mail, Casa do Olhar, Santo André-SP 1994; Salão de Arte Pará 1999; Alguma Coisa A Ver com o Silêncio (MAC Pernambuco) Olinda 2000; Projeto Prima Obra (Sala Guimarães Rosa-FUNARTE) Brasília-DF 2001; EXPERIMENTAL (Centro Cultural Dragão do Mar Fortaleza-CE); Temporada de Exposições do Museu de Arte de Ribeirão Preto 2003; Projeto Artista Invasor (Centro Cultural Dragão do Mar Fortaleza-CE) 2006; Atos Visuais da Funarte Brasília- DF 2006; Salão Arte Pará Belém-PA 2008, Salão de Abril (Fortaleza-CE ) 2009, SPA das Artes (Recife-PE) 2009, OBRANOME- Parque Lage Rio de Janeiro-RJ. X Bienal Internacional de Havana-2009; V Bienal Internacional do Vento Sul (Curitiba-PR) 2009. Zona de Fronteira- Centro Cultural Banco do Nordeste. Fortaleza-CE 2010.
Este slideshow necessita de JavaScript.
SOBRE A EXPERIÊNCIA_SEU:
“Com inteligente uso de relações entre significado e significante, Julio Leite escreve o nome das cores com cor diversa do que corresponde. Lilás pode ser escrito em vermelho sobre fundo verde. A correspondência truncada entre nome e coisa aponta o caminho de Julio na direção da teoria de Wittegenstein como relação conceitual.”
PAULO HERKENHOFF (crítico de Arte).
“Julio Leite realiza uma particular oferenda pictórica em termos desmitificadores de essência metalinguística. A ascética homenagem feita com as cores, azul, vermelho, verde ou amarelo apresenta uma chave magritiana, na qual a representação da mensagem a invalida em seu ditado, em favor do sublinhado. O texto, sucinto, se faz imagem e lê a tela, seu espaço, tanto interno como externo. Pois a dimensão destas pinturas quase avisos (quase outdoor), assim como seu destino urbano ou público (tapumes ou qualquer lambe-lambe), multiplica os sentidos deste jogo na sua apresentação no espaço carimbado de galeria. Faz passar um valor de equilíbrio entre a ausência e a presença, traçando umas letras-cores entre o visível e o invisível. Ja esta última palavra é negada em parte ou sublinhada em outra direção, no sentido de que se trabalha com a latência visual das coisas.”
GUILHERME BUENO (professor doutor da Escola de Belas Artes da UFRJ)



