Grupo C.D.M.

CENTRO DE DESINTOXICAÇÃO MIDIÁTICA

PROJETO: “Estamos nos libertando do hábito que tínhamos de explicar tudo”

Em um mundo que se organiza cada vez mais em sintonia e dependência com a difusão e produção de imagens e informações, as imagens e sons das mídias acabam por definir toda uma realidade coletiva. Ao considerar tal panorama, a intervenção gráfica proposta é evidentemente deflagrada a partir dessa sintomática, instaurada pelo desenvolvimento dos meios audiovisuais e suas influências sobre os comportamentos. Essa sintomática revela-se atualmente amplificada pela instalação de todo um mercado de percepção sintética – uma verdadeira avalanche cujo sujeito contemporâneo encontra-se imerso.

Nossa intenção nesse sentido é precisamente uma reciclagem das técnicas e artifícios da comunicação, uma vez que buscamos manipular suas linguagens ao avesso e valer-se de recursos deliberadamente precários que tangem ao que se convencionou chamar de gambiarra.

ESTRATÉGIA DE AÇÃO:

Aplicação gráfica em grande formato de uma frase dos diários e escritos de John Cage (também retirada do livro “De segunda a um ano”).

LOCAL:

tapumes da Praça da Alfândega

Grupo C.D.M. – Centro de Desintoxicação Midiática [Pelotas – RS]

O Centro de Desintoxicação Midiática ou simplesmente C.D.M. é um grupo de pseudo-artistas que desenvolvem um trabalho de caráter experimental ao não aceitar o senso comum e as imposições mercadológicas dos meios visuais com que trabalha.

O grupo propõe e realiza as chamadas Re-ações Públicas que se constituem de colagens e interferências urbanas que utilizam meios gráficos, sonoros e eletrônicos, e agregam conceitos de criação poética de cada um dos membros. Estas ações são trabalhos que se inserem no tecido urbano, abstendo-se da dependência do convencional circuito artístico.

O C.D.M. já realizou dez Re-Ações Públicas e participou de diversos eventos pelo Brasil. Tais como o Reverberações promovido pelo SESC- SP no Fórum Cultural Mundial em São Paulo (2004), Experiência Imersiva Ambiental em São Paulo (2004 e 2006), Salão de Maio promovido pelo coletivo GIA em Salvador (2005), Multiplicidade promovido pelo coletivo Entretantos em Vitória (2006), Charneira promovido pelo curso de desenho industrial da Pontíficia Universidade Católica do Paraná, PUC-PR, em Curitiba (2006), Seminário Espaço Urbano e 5° Vaga-lume promovidos pelo Instituto de Artes da UFRGS em Porto Alegre (2006), Vídeos Bastardos Vol. 2, realizado pelo Grupo POIS em Porto Alegre (2007), Projeto Percursos em Porto Alegre (2007), Fórum Social da Periferia em Pelotas (2008), Mostra Projetáveis da 7ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre (2009), 14º Salão dos Novos de Joinville (2010) e a exposição ReCotada em Pelotas (2010).

Atualmente integram o C.D.M. os designers Eduardo Silveira (1975), Leonardo Furtado (1977) e o artista Ricardo Mello (1980). Vivem e trabalham em Pelotas, Rio Grande do Sul.

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“A cola não faz a colagem.”
“Coisas que íamos fazer estão agora sendo feitas por outros.”
“Quando você vai se despir de suas ideias?”
“Não temos nada a dizer. E o estamos dizendo.”
“Estamos nos libertando do hábito que tínhamos de explicar tudo.”

Imagens: Grupo CDM e Izadora Sieczkowski

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