George Sander

PROJETO: Psy-Soma

Psy-SoMa reflete não apenas sobre a cidade e seus escombros ao
trazer personas da urbanidade e o deslocamento de detritos da realidade
cotidiana desumanizados, deteriorados e acumulados, entretanto discute
temas tabus : a sujeição e os processos de subjetivação, a produção de
informação e a construção do “senso crítico”, a reificação das relações
humanas determinadas por uma economia mercantil, nas quais, a forma-
mercadoria se tornou preponderante sobre “o todo da vida social“,
intensificando a coisificação do homem nessa atual sociedade – temas
estes nunca discutidos às claras por um homem idealizado e asséptico.

LOCAL:
Baixos do Viaduto da Borges de Medeiros e entorno, durante a hora do “rush”.

ESTRATÉGIA DE AÇÃO:
O performer realiza intervenções performáticas nas ruas e logradouros próximos
ou não ao local de sua apresentação. Nestes percursos em derivas “o agente
ficcional” estabelece ações criando visões poéticas entre rupturas da realidade do
cotidiano… atravessado por fraturas entre códigos preestabelecidos que busca
instaurar novas formas “não lineares” de relacionar o corpo, o tema e o espaço. Uma crítica aos aspectos comportamentais desenvolvidos pelos processos de
acondicionamento da sociedade de consumo.

As performances de rua se deram como um prolongamento “não-linear” na busca de estabelecer novas formas de relacionar o corpo, a obra e o espaço com o tema referido; percurso este que permitiu gerir e gerar potencialidades e conexões à deriva. Nas edições anteriores ocorreram inusitadas relações, o corpo se ajusta às multiplicidades existentes no ambiente conferindo um novo significado através das relações estabelecidas com a materialidade dos objetos (jornais velhos,fitas de segurança zebradas) e a ação (intervenção/ dança).

Para este projeto proponho tornar-me uma marionete de manipulação. Ao
estabelecer no local da ação, o agente ficcional prende-se com fitas zebradas de
sinalização que descem do viaduto da Borges de Medeiros, várias fitas prendem-
se ao corpo do performer que, através de uma dança-limiar de aprisionamento e/
ou manipulação executa sua “coreografia de sujeito” em plena hora do “rush”. A
idéia é ocupar as ilhotas que ficam embaixo do viaduto.

George Sander [Resende – RJ]
Cursou Ciências Biológicas na Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” – UNESP. Estréia no Teatro Profissional em 1994 “O Mambembe” no C.C.S.P, atuando em outros espetáculos de Teatro, Dança e Teatro-Dança com Antônio Abujamra, Kleber Montanheiro, Maria Mommensohn, José Possi Neto e Pedro Paulo Bogossiam. Estudou dança contemporânea na Escola Municipal de Bailado com Ruth Rachou de técnicas Martha Grahan e com Ana Figueiredo de Isadora Duncan. Praticou Canto Livre e Coral. Pesquisa a dança oriental de Butoh e estudos voltados à psicologia no Instituto Sedes Sapientae PUC/SP e no centro Palas Athenas. No final dos anos 90 pesquisa e realiza apresentações de Performances individuais e coletivas com Mídia K , NeoTao e Inspira, apresentando–se em Festivais no SESC/SP, Virada Cultural, Casa de Culturas e Subprefeituras, FILE – Hipersônica I e II.

Prêmio de Dança FUNARTE-Petrobrás Klauss Vianna 2006 com o espetáculo Protótypós com o Grupo Minik Momdó. Prêmio do Fomento ao Teatro 2006 com o espetáculo “Yo soy o que a água me deu – FRIDA” com o Teatro das Epifanias, que atuou como diretor de movimento, preparador corporal e performer. Prêmio do 1°Fomento Municipal à Dança 2007 com o espetáculo PólisSemos com o Grupo Minik Momdó. Em 2007 desenvolveu o projeto artístico-pedagógico Atelier Compartilhado, contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro com as companhias Artehúmus de Teatro, Núcleo Arion e Teatro das Epifanias. Co-orientador no ateliê de Artes Plásticas e Dança, nas Oficinas Culturais Amacio Mazzaropi e Oswald de Andrade, de março a junho de 2007, através do projeto “Do Brás à Luz”. Em 2008 dedicou-se a orientar Performance no Espaço Cultural Tendal da Lapa/SP. Integrou por 5 anos como intérprete e pesquisador no Grupo MiniK Momdó dirigido por Maria Mommensohn. Atualmente dedica-se a estudos em Dramaturgia do Corpo e Xamanismo. Performer, diretor de movimento e preparador corporal na Inspira – Núcleo de criação independente dirigido por Marta Madalon. Colaborador da rede CORO – Coletivos em Rede e Organizações [www.corocoletivo.org] e [www.reverberacoes.com.br]. Articulador da Rede de Performance do Estado de São Paulo/ S.P realizando 2° Fórum Estadual de Performance /SP e criando redes de diálogos virtuais e presenciais para difusão da performance arte. Artista colaborador desde 2005 no Coletivo E.I.A – Experiência Imersiva Ambiental [www.mapeia.wordpress.com]. Dedica-se no conselho consultivo da Pró-Fundação Mantiqueira [http://fundacaomantiqueira.ning.com/], organização em formação que atuará buscando a preservação ambiental e o desenvolvimento sócio-cultural e econômico-criativo nos 40 municípios constituinte em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo que constituem a APA
[Área de Proteção Ambiental] da Serra da Mantiqueira. Participo ativamente como colaborador na Reserva Canhambora (RPPN –Reserva Particular de Proteção Ambiental) – Pq Nac.PETAR –Iporanga/SP [http://canhambora.blogspot.com/] , onde desenvolvo relações de arte, sócio-ambientais e aplicações de energia limpa.

Atualmente vive em Visconde de Mauá- Resende/RJ e atua e trabalha na montanha e na cidade de São Paulo.

LINK:
http://www.georgesander.multiply.com

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SOBRE A EXPERIÊNCIA_SEU:

Psy-SoMa reflete sobre “a cidade e seus escombros” – o descaso político,
a alienação do consumo, a manipulação subjetiva e a anestesia psicossocial –
ao trazer “personas” da urbanidade e o deslocamento de detritos da realidade
cotidiana, no que tange a exclusão social, construção da identidade e simulacros
e tecnologias do poder. Discute temas tabus: a sujeição e os processos de
subjetivação, a produção de informação e a construção do “senso crítico”, a
reificação das relações humanas determinadas por uma economia mercantil, nas
quais, a forma-mercadoria se tornou preponderante sobre o todo da vida social,
intensificando a coisificação do homem nessa atual sociedade – temas estes
nunca discutidos às claras por um homem idealizado e asséptico.

São territórios físicos, filosóficos, sociais e políticos, cheios de significação
e, que neste caso, são como diferentes eixos corporais que olham para o
passado, o presente e o futuro e comunicam ao corpo e a consciência aportar na
Arte esse “Estado de Alerta”.

As performances de rua são como um prolongamento “não-linear” a procura
de uma construção de identidade deste agente ficcional e a sua ressonância
nas alteridades e, que se reflete na própria reconstrução simbólica de si mesmo.

Estabelecer novas formas de relacionar o corpo, a obra e o espaço com o
tema referido permitem gerir e gerar potencialidades e conexões à deriva
na incerteza do instante. Nestes percursos em derivas “o agente ficcional”
estabelece ações criando visões poéticas entre rupturas da realidade do cotidiano.

Pressuponho assim, que o trabalho seja considerado polissêmico numa
concepção de cena que se constitui no “agora”, na pluralidade de seus elementos,
na simultaneidade das ações, no seu valor performático, numa estética e num
modo de trabalho que prevê a construção e a desconstrução constantes e na
multiplicidade de pontos de observação.

Ao longo dos anos aprofundo a pesquisa sobre a construção/ocupação do
espaço público na construção de partituras poético-visuais onde a ação acontece
no conflito e na relação entre o espaço, o intérprete e o público. Através do ato
artístico e do sensível busco construir imagens de sensibilização para reativação
subjetiva. Resiliência criativa defronte a irreversibilidade das ações humana.

George Sander
inverno 2010, Porto Paulo São Alegre
in memória de minha mãe

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