Lourival Cuquinha

PROJETO: IMAGE OFF

Possibilidade de não doar sua imagem identificável às câmeras de segurança. Você pode usar a os preservadores de rosto (ou máscaras) pendurados nas câmeras e passar tranquilamente no campo de visão delas. Deixando as máscaras logo em seguida no ganchinho para que outro transeunte possa fazer o mesmo e assegurar a prosperidade da ação.

ESTRATÉGIA DE AÇÃO:
A ação não é difícil. Como se pode ver nas fotos, amarramos  máscaras nas câmeras e colamos dois ganchinhos na parede.

Sugere-se com isto que as pessoas usem a máscara na frente das câmeras. Tendo um gancho antes e outro depois, as pessoas podem deixar a máscara pendurada para ser usada de novo. Ao lado destas máscaras pretendo colar frames de um vídeo que reproduz a ação em Londres onde as câmeras de segurança são 13 pra cada 16 habitantes.

Em um dos dias da semana pretendo ir ao mercado e projetar o citado vídeo:

Levarei um equipamento próprio de surveillance, que é câmera de segurança + cabos + monitor LCD (fotos anexas em outro e-mail). A foto que mando é de uma instalação improvisada numa madeira, acho que a melhor maneira é numa coluna do mercado. Pretendo instalá-lo no mercado e usá-lo no dia da projeção do vídeo, pois estarei lá. Mas não deixarei este equipamento todos os dias, pois não posso correr o risco de perdê-lo. Nele também teremos a máscara pendurada. O interessante dele é que no monitor temos dois canais que podem se revezar em intervalos regulares de tempo. O que quero fazer é usar os dois canais. Em um colocarei a imagem da câmera de segurança que filmará  a ação das pessoas em tempo real usando a máscara e no outro um DVD player com o filme ficcional da ação em Londres. As duas imagens ficarão se revezando, se sobrepondo e criando uma tensão mínima entre os dois lugares.

Bem, em resumo são estes 3 pontos em cima do tema:

1. máscaras penduradas nas câmeras de segurança + dois ganchos para pendura-las na parede + tirinhas de frames explicativos adesivados colados ao lado delas.

2. Em no mínimo um dia da semana ir com o projetor e projetar o filme que ainda esta sendo finalizado da ação em Londres. Como vocês podem ver no link acima. Quanto ao dia melhor vocês podem me ajudar a escolher.

3. Em no mínimo um dia da semana usar um equipamento de surveillance (câmera de segurança + cabos + monitor LCD) que instalarei no Mercado com a mesma máscara pendurada. No LCD teremos as imagens da câmera ao vivo e do vídeo gravado em Londres, se revezando.

LOCAL:
Mercado Publico Central de Porto Alegre

Lourival Cuquinha [São Paulo – SP]
Treze anos de atuação em artes visuais, nas áreas de artes plásticas, intervenção urbana, cinema e vídeo. Não tendo chegado ao fim de nenhum curso acadêmico, mas tendo cursado engenharia química, filosofia, direito e historia, passou dez anos de Universidade Federal de Pernambuco (1993 – 2002). As artes visuais iniciam-se com um coletivo de artistas, Molusco Lama, nos idos de 1996 ou 1997, com muitas ações e performances. Depois de algumas participações em salões e exposições pernambucanas e tendo trabalhado como designer, diretor de clip e cenógrafo da banda Textículos de Mary, participa da Mostra Rio de Arte Contemporânea em 2002. Nesta mostra, junto com Daniela Brilhante, é premiado pelo trabalho 1° concurso mundial do Mickey Feio. Paralelamente trabalha no atelier coletivo Submarino (2002 – 2004) onde expõe e participa de várias obras e ações coletivas, como o nunca finalizado filme da MONGA. Em 2003 faz pela primeira vez o trabalho Varal, no SPA – semana de artes visuais do Recife, desde então não para mais de fazê-lo (talvez já esteja na hora, mas adora o processo). Trabalho esse premiado no Olinda Arte em Toda Parte de 2003 e no 7º Salão do Mar em 2006.  Entre 2003 e 2004 ganha a Bolsa Salão Pernambucano de Artes Visuais pelo projeto Mapa do Ácaro. No fim de 2004 expõe tal pesquisa no Rio Capibaribe. Em 2005 faz uma residência na Ècole Supérieure d’art de Aix en Provence, França. Nessa aprende francês, realiza uma primeira exposição Individual e ministra um workshop de intervenção urbana.  No fim de 2005 em Paris expõe no Territoires Transitoires no Palais de Port Doré o trabalho Désolé. Em 2006 participa do projeto Rumos Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural. Ainda neste ano expõe na ACC Galerie, Weimar, Alemanha na coletiva de artistas sulamericanos Die Kunst erlöst uns von gar nichts, Künstlerpositionen aus Südamerika (A arte não nos libera de absolutamente nada), com o trabalho Artrafic : Le collier du Mozambique. De maio a junho de  2007 faz a exposição individual Costumes – minha mãe sustenta minha filha no Instituto Cultural Banco Real – Galeria Marcantônio Vilaça em Recife, Pernambuco. Em maio participa da exposição “Verbo”, na Galeria Vermelho, São Paulo com a performance “Sogoma e a Substância: a tapioca que não é”. Durante todo este tempo também trabalhou com cinema e áudio visual, mas aqui não vai falar sobre isto. Porém tem produzido vários vídeos sobre seu estado atual de pseudo-imigrante in the UK, postados no youtube. Realiza em equipe o projeto “Arte e Crime: Insubordinações” pelo Conexão Contemporânea / Funarte /Petrobras em 2008, intensificando a pesquisa neste tipo de produção limite. Participa ainda de 3 outros projetos deste mesmo programa, Conexão Contemporânea: 4territórios (RJ-PE), Dencidades (RN) e Galerias Subterrâneas (PR).  Em outubro de 2008 participa do projeto Corpocidade em Salvador da Bahia, Brasil. Em novembro de 2008 exibe o seu filme Customs na University of Essex Collection of Latin American Art, Colchester, UK no programa Brazilian Video Art and Short film. Em 2009 participa das exposições Novo Rosto, breve antologia do auto-retrato na Casa da Cultura da América Latina em Brasília, O Lugar Dissonante no 47º Salão de Artes Visuais de Pernambuco e do Brazilian Summer, Art & the City, Het Domein Museum, Holanda. Dedica-se hoje a três projetos: o Macunaíma Colorau iniciado coletivamente em Pernambuco, o Ouvidoria junto com o Hrönir e o Jack Pound Financial Art Project ou Topografia Suada de Londres realizado na Inglaterra pelo programa de residência  Artist Links/British Council a partir de Julho de 2009. Vive e trabalha entre Olinda (BR) e Londres (UK).

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