MAPEAMENTO

1)Redenção

Palavras-chave:

fim de semana | tradicional | democrático

O parque mais tradicional da cidade, Parque Farroupilha ou Redenção, é um local para relaxar, respirar ou simplesmente tomar um chimarrão. Aos sábados, acontece a feira de produtos orgânicos, e aos domingos realiza-se o Brique da Redenção.

Links: http://www.aredencao.com.br/

2)Ilhas

Palavras-chave: difícil acesso | desigualdesde sociais | exclusividade | popular

O Guaíba recebe as águas dos rios Jacuí, Caí, Sinos e Gravataí, formando um arquipélago composto por 28 ilhas, a maioria delas ainda desabitada. Algumas ilhas são ligadas ao continente pela Travessia Regis Bittencourt, a popular Ponte do Guaíba. A Ilha Grande dos Marinheiros, Pavão, Flores e Pintada abrigam uma população de 15 mil pessoas. Os ilhéus vivem da reciclagem do lixo e da pesca, produzindo também artesanato.

Passeios de Barco pelas Ilhas

Para quem tem interesse é possível passear e observar de perto as ilhas, seus contrastes e sua natureza. Os passeios saem da Usina do Gasômetro (barcos Noiva do Caí, Seival, Turistinha e Caribe I) ou do Cais do Porto (barco Cisne Branco).

Ilha da Pintada

No final do século XVIII, a ilha passou a ser ocupada por imigrantes açorianos que, através do trabalho ali desenvolvido, abasteciam a cidade de peixes, verduras, frutas e leite. Atualmente esta ilha se destaca por possuir melhor infra-estrutura e pela singular identidade cultural que se mostra através de lendas e crenças contadas pelos ilhéus.

É possível conhecer um pouco desta cultura com um prato típico da ilha: o Tainha na Taquara, que é servido sempre aos domingos na Colônia de Pescadores Z5.

3)Arroio Dilúvio

Palavras-chave: poluição | águas | descaso | mau cheiro | Guaíba | moradores de rua | pontes

O Arroio Dilúvionasce na Represa Lomba do Sabão, localizada no Parque Saint-Hilaire em Viamão, e recebe água de afluentes como os arroios dos Marianos, Mato Grosso, Moinho, São Vicente e Cascatinha, para finalmente desaguar no Lago Guaíba, entre os parques Marinha do Brasil e o Parque Maurício Sirotski Sobrinho. Seu nome era, originalmente, Arroio Sabão.

Até a década de 1950, o Dilúvio apresentava águas muito limpas, e ganhou este nome porque costumava inundar os bairros vizinhos, como Menino Deus ou Cidade Baixa, em dias de chuva forte. Desaguava perto da Usina do Gasômetro, passando por baixo da Ponte de Pedra mas, com o crescimento da cidade foi recanalizado para o curso atual, entre as pistas da Avenida Ipiranga.

Recebe cerca de 50 mil metros cúbicos de resíduos e terra por ano, além do esgoto cloacal de três bairros, necessitando de dragagens periódicas. Possui atualmente 17 pontes e cinco travessias para pedestres.

Em 2009, com o arroio cheio e barrento por causa da chuva, formava algumas ondas e um grupo de sufistas ignoraram a poluição da água e surfaram no arroio.

4)Av. Voluntários da Pátria

Palavras-chave: comércio popular | movimento | camelodromo | prostituição | ruínas | comécio informal | crack

É a rua do Comércio Popular de Porto Alegre, muito civilizada até certo ponto. Conhecida também por ser um lugar de prostituição, tendo início a partir do Viaduto da Conceição. Diferente da Av. Farrapos que abriga boates de luxo (e outras nem tanto), a área de prostituição da Voluntários é um ambiente degradado e bastante perigoso a partir de certos horários. Se indentifica um grande ponto de consumo e tráfico de crack nessa região.

O bairro Navegantes teve início com a chegada dos imigrantes alemães em Porto Alegre. Eles se estabeleceram à beira do Guaíba, na região que era ligada ao Centro da cidade pelo Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria). Eram artesãos e ali permaneceram por causa da proximidade com o grande centro de consumo. Com suas residências e oficinas acabaram por iniciar o povoamento do lugar onde hoje é o Bairro Navegantes.

Em 1870, o Caminho Novo recebeu o batismo oficial de Rua dos Voluntários da Pátria. No mesmo ano, a Câmara providenciou o inicio do calçamento da primeira quadra, até a Rua do Rosário, pois as reclamações eram constantes contra “os grandes pantanais e atoleiros” formados durante o período das chuvas, em virtude da intensa utilização do caminho pelas carretas que se dirigiam ao Mercado.

A rua sofreu expressiva alterando com a implantação da ferrovia para São Leopoldo, ao longo de toda sua extensão, cuja estação foi edificada em 1874, sob protestos dos moradores e da Câmara Municipal, na esquina da Rua da Conceição.

A presença da ferrovia, e a utilização da margem do rio para o estabelecimento de trapiches, depósitos, estaleiros e oficinas, iriam traçar definitivamente o destino do Caminho Novo, transformando-o, de um passeio bucólico, numa suja rua de armazéns de atacado e indústrias. A prosperidade de suas empresas refletia-se, contudo, na solidez e ornatos dos sobrados neoclássicos.

A partir de 1881, começaram os esforços para retirar os carreteiros que freqüentavam a Praça Rui Barbosa (chamada de Praça das Carretas). Foi esse um processo lento, pois os comerciantes da rua eram contrários à retirada dos carreteiros. Parece que, só em 1894, quando a Intendência Municipal fixou o Campo da Redenção como paradeiro oficial das carretas, estas deixaram definitivamente a Voluntários da Pátria. A rua continuou sendo, todavia, por muitos anos, o paraíso das carroças puxadas a cavalo ou burro. Tais carroças, até serem substituídas totalmente pelos caminhões, na década de quarenta, povoavam toda a artéria, lotando o largo da Estação e as ruas adjacentes.

A construção do novo cais do porto, nas décadas de 50/60 que aterrou uma larga faixa de terrenos, isolou a Rua Voluntários da Pátria do Guaíba, acarretando uma certa degradação, que acabou por afastar as sedes de inúmeras empresas e de diversos clubes náuticos.

Referências: Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1992

5)Largo Glênio Péres

Palavras-chave: centro da cidade | trânsito de pessoas | mercado público | ônibus | popular | chalé da praça XV | moradores de rua

O Largo Glênio Peres é um espaço público da cidade de Porto Alegre. Está localizado no centro da cidade, em frente ao Mercado Público e à Praça XV de Novembro.

O nome do espaço é uma homenagem a Glênio Peres, jornalista, compositor, poeta, vereador na capital por vinte anos e vice-prefeito na gestão de Alceu Collares, e falecido em 27 de fevereiro de 1988.

Inaugurado em 1992, no local acontecem manifestações artístico-culturais e políticas. A pavimentação de 6.309 metros quadrados resgata o desenho que, na década de 1930, existia em frente ao prédio da prefeitura. O desenho é semelhante a um tapete persa, composto por lajotas em basaltocinza e pedras portuguesas, nas cores preto, branco e rosa. No Largo Glênio Peres também existe um bonde modelo J.G. Brill, utilizado na década de 30.

6)Esquina Democrática

Palavras-chave: democracia | participação | manifestação popular | centro da cidade

Endereço: esquina Rua Andradas com Avenida Borges de Medeiros, é a mais movimentada esquina de Porto Alegre. Somente é permitido o tráfego de pedestres.

A esquina democrática é LIVRE! Toda manifestação pública é possível sem prévia autorização.

A Rua da Praia é ponto tradicional de passeatas e manifestações desde o século XIX. Era o centro cívico, o ponto de reunião de políticos, de estudantes, o núcleo principal dos cafés, confeitarias e cinemas. Foram muitos os episódios políticos ocorridos ali: uma manifestação popular promovida pela União Republicana em 1890 foi dissolvida a bala pelo exército, na esquina da Rua Uruguai, local muito próximo à chamada “Esquina Democrática”. Em 1915 uma manifestação contra a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca ao Senado Federal foi combatida pela Brigada Militar com violência.

A Rua dos Andradas voltou a ser palco de luta em 1923, durante a Revolução que dividia o Estado, e em 1954, na morte do Presidente Getúlio Vargas, a multidão em fúria depredou jornais e casas comerciais que se localizavam na via.

Nos anos 70, a população elege a área como o espaço de seus encontros e manifestações públicas. Diversos grupos reúnem-se ali: músicos, peças teatrais, grupos étnicos e a mídia realiza seus levantamentos de opinião. Na mobilização da sociedade civil para as primeiras eleições diretas em 1982, o largo, palco e cenário de debates políticos e sociais, passou a denominar-se “Esquina Democrática”.

O largo denominado “Esquina Democrática” é composto pelo cruzamento da Rua dos Andradas e Avenida Borges de Medeiros, sendo delimitado pelos prédios Sulacap, Scarpini, Vera Cruz e Missões. Estrutura-se com potencial de articulação com outros espaços do centro da cidade, como a Praça Montevidéu, o Mercado Público, o Largo Glenio Peres, o Viaduto Otávio Rocha e a Rua 24 Horas.

Em 1999 foram efetuadas reformas no sentido de permitir o tráfego de veículos no período da noite, como forma de viabilizar o funcionamento da Rua 24 Horas, adjacente à Esquina. O tombamento do espaço – efetivado em 17 de setembro de 1997 – visa destacar o passado político e democrático da área, consagrando-a com as funções de aglomeração humana na Área Central.

7)Rua da Praia

Palavras-chave:

comércio | tradicional | calçadão

A Rua da Praia, cujo nome oficial é Rua dos Andradas, é uma das mais tradicionais ruas de Porto Alegre, e também a mais antiga da cidade. A despeito de a denominação oficial ter sido estabelecida desde 1865, o nome antigo ainda persiste na voz popular, e com ele esta rua tem sido celebrada por muitos cronistas e poetas locais.

A Rua da Praia existe desde a fundação da cidade, sendo aquela que corria exatamente à margem do Guaíba defronte ao antigo porto de Viamão, onde primeiro se estabeleceu uma colônia de povoamento na área da futura Porto Alegre. Na Rua da Praia se fundou a primeira igreja da cidade, a hoje desaparecida Capela de São Francisco das Chagas. Em sua extremidade oeste foram desde cedo erguidos os Arsenais da Marinha e os Armazéns Reais, numa época em que as casas da rua ainda eram cobertas de palha. Seu trecho central, onde hoje é a Praça da Alfândega, era a área onde se concentravam os comerciantes, já que ali existia o cais de desembarque, e recebeu seu primeiro calçamento em 1799, por ordem do OuvidorLourenço José Vieira Souto.

8)Viaduto da Borges de Medeiros

Palavras-chave: veículos | arquitetura | mendigos | moradores de rua

O Viaduto Borges de Medeiros é uma importante obra de engenharia civil de Porto Alegre, Brasil, estando localizado no centro da cidade, servindo como leito da rua Duque de Caxias quando cruza por cima da avenida Borges de Medeiros.

O viaduto é uma imponente estrutura de concreto armado, com três vãos. No centro, ao nível da avenida, existem dois pórticostransversais com dois grandes nichos, onde há grupos escultóricos criados por Alfred Adloff. Em ambos os lados da avenida Borges foram levantadas amplas escadarias de acesso até o nível do viaduto, sustentadas por grandes arcadas, debaixo das quais existe uma série de pequenos estabelecimentos comerciais e instalações sanitárias. Os parapeitos das rampas e do viaduto são decorados com uma bela balaustrada.

Os passeios são revestidos de mosaicos de cimento, e o revestimento é de reboco de pó de granito, imitando pedra aparelhada. Desde sua construção o Viaduto Otávio Rocha é um importante ponto de referência de Porto Alegre. Suas características arquitetônicas, bem como sua relevância sócio-cultural, levaram o município a inscrevê-lo no Livro Tombo sob o número 26, em 31 de outubro de 1988.

Entre 2000 e 2001 foi completamente recuperado, e com a reforma todas as 36 lojas foram revitalizadas, ganhando novos pisos, esquadrias e instalações elétrica, hidráulica e telefônica.

9)Usina Gasômetro

Palavras-chave: manifestação popular | música | lazer | fim de semana | cultura |

A Usina do Gasômetro, ou simplesmente Gasômetro, é uma antiga usina de geração de energia de Porto Alegre. Apesar do nome, era na realidade uma usina movida a carvão – o tal “Gasômetro” fazia referência à área onde hoje está a Usina, chamada de Volta do Gasômetro. Aos domingos costuma ser um belo passeio para apreciar o pôr-do-sol do Rio Guaíba ou fazer um passeio de barco.

10) Camelódromo

11) O centro

Mercado Público de Porto Alegre

Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre, o Mercado Público Central foi inaugurado em 1869 para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. Tombado como um Bem Cultural, tornou-se um ícone de compras da Capital do Estado.

O Mercado possui, hoje, 110 estabelecimentos, com as seguintes atividades:

açougues, peixarias e frutos do mar, restaurantes (cozinha macrobiótica, cozinha japonesa, cozinha portuguesa, carnes variadas e um com buffet), lancherias, pastelaria, padarias, fruteiras (nacionais e importadas), verduras e legumes, alimentos para animais, sementes, mudas de plantas, artesanato regional, bomboniere, lotéricas, bancas de revistas e jornais, flora e artigos para umbanda, peixes ornamentais e produtos para aquários, cafeteria, barbearia, livraria. Destaque para o Bar Naval, fundado em 1907 onde pode-se provar o “Violento Mocotó”.

O Bará do Mercado: Joaquim Custódio de Almeida, de nome original Osuanlele Okizi Erupê, seria um príncipe negro nascido em reino Daomé (atual Benin). Exilado, veio ao Brasil, primeiro a Salvador, depois Rio de Janeiro e, finalmente, chegou ao Rio Grande do Sul. Famoso por suas curas através de ervas medicinais e rituais africanos, teria tratado o governador Julio de Castilhos de um câncer na garganta. O príncipe Custódio morreu em 26 de maio de 1936, aos 104 anos. Referência para as religiões umbandistas, teria sido enterrado no meio do Mercado Público como Bará, o Orixá mais humano de todos os deuses africanos.

Prefeitura Velha de Porto Alegre/Praça Montevidéo

Na praça Montevidéo, além da Fonte Talavera, encontram-se a instalados a placa de Guilherme Villela e o Marco Zero da cidade.

Av. Borges de Medeiros

Igreja de Nossa Senhora das Dores/Pelourinho

A Igreja de Nossa Senhora das Dores começou a ser construída em 1833 e levou 97 anos para ser concluída. De acordo com a lenda, o grande atraso deve-se a uma maldição lançada por um escravo. Injustamente acusado de roubar o colar de brilhantes que adornava a imagem de Nossa Senhora das Dores, teria dito antes de ser enforcado: “Vou morrer porque sou escravo, mas sou inocente e a prova disso é que as torres da igreja hão de cair três vezes e nunca ficarão completamente prontas”. Na praça Brigadeiro Sampaio, que ficava na época se estendia até a frente da igreja era conhecida como Largo da Forca, o pelourinho de Porto Alegre.

Por sua antiguidade, o Centro Histórico é o bairro de Porto Alegre que concentra a maior parte dos marcos históricos e patrimônios culturais e arquitetônicos da capital. Alguns destes são:

12)O Guaíba

O Guaíba é um grande lago (496Km²) ao qual Porto Alegre está histórica e culturalmente ligada, desde a chegada dos primeiros casais açorianos até o atual desenvolvimento econômico da região. Porém, antes disso, o Guaíba é um ecossistema que sustenta uma rica biodiversidade, onde interagem diversas espécies vegetais e animais, que dependem de sua boa qualidade e preservação.

Por quase toda a sua existência considerado um rio, há um pouco mais de 20 anos – após criterioso estudo envolvendo técnicos daUniversidade Federal do Rio Grande do Sul e de universidades norte-americanas – foi classificado como um grande lago. Sua bacia hidrográfica abrange uma área de 85.950 Km², equivalente a 30% do território gaúcho. Nela, estão situados os núcleos industriais mais importantes do Estado, concentrando 2/3 da produção industrial do Rio Grande do Sul e os centros urbanos mais populosos, onde vivem 70% da população.

13)Zona Sul

A Zona Sul de Porto Alegre é uma rica área rural, com trilhas ecológicas, áreas de preservação ambiental e açudes.

14)Túneis Verdes

Considerada uma das cidades mais arborizadas do País, Porto Alegre tem cerca de 1,3 milhão de árvores apenas em vias públicas. A estimativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) coloca a capital gaúcha na privilegiada situação de ter quase uma árvore por habitante.

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6 Respostas para “MAPEAMENTO

  1. Perfeito!! Suas fotos são lindas e fazem a gente lembrar de cada cantinho desta nossa amada capital!!

  2. rio grande do sul e pernambuco: é rock, e durante junho é são joão dos infernos glaciais. então: merda a todos porque a vida (?) é linda quando se ama.

  3. Lindooo Parabéns vai deixar a cidade mais atrativa. Pena que não vou estar mais por aqui pra ver, mas vou conferir tudo pela internet. Salve!

  4. gente, muito legal esse negócio de vcs (as pessoas dizem “iniciativa”, né?) e está impressionante o capricho do blog e a paciência para o mapeamento etc. encantado estou com a coisa toda.

  5. a cidade é linda!
    vamos invadirrrrr!!!

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