AÇÕES

DEBATES E LANÇAMENTO DO SEU

www.corpocidade.dan.ufba.br/2010 | corpocidade.wordpress.com

CorpoCidade – Rio de Janeiro – RJ

texto :
“A atuação dos coletivos de arte no Brasil vem gerando um corpo prático, teórico e subjetivo, a partir de propostas e perspectivas distintas. Entre uma pluralidade de fatores, os agentes destas experiências se comprometem criticamente com a produção dos conteúdos que compartilham, para potencializar a ação e gerar novos caminhos no inseparável binômio arte-vida. O movimento coletivo é amplamente discutido e, inclusive, mapeado pelo olhar institucional e histórico dentro de uma genealogia sobre a prática coletiva, que busca identificar e determinar as condições de sua aparição e atuação. Nos movimentos de confluência entre produção e refl exão e nos questionamentos quanto ao papel do artista na sociedade, existe uma atuação ampliada de artistas, coletivos, grupos e redes de trabalho que tomam para si, além da produção do projeto propriamente dito, a realização de encontros, situações, eventos e intervenções. Enfim, proposições onde se desempenham funções que passam pela captação de recursos, divulgação, entre outras; criação de trajetos próprios de inserção e circulação; busca de contato mais direto com o público; propostas onde se misturam os limites entre público e artistas. As práticas coletivassão práticas políticas, e como tal tem seu principal campo de ação, troca e dialogo, o espaço da rua.

Inspirados por vivências anteriores de eventos multidisciplinares como EIA – Experiência Imersiva Ambiental – SP; SPA das Artes – PE; Percursos – Porto Alegre e Fora do Eixo – Brasília; e como iniciativas autônomas como RIzoma.Net, Circuitos Compartilhados, CORO Coletivo, entre outras, realizamos a Semana Experimental Urbana – SEU, entre 19 e 25 de junho deste ano, na
cidade de Porto Alegre, que reuniu um grupo de artistas de diferentes locais do país, selecionados por meio de uma convocatória aberta.

O projeto SEU parte do desejo de experimentar questionamentos e práticas na relação direta com a cidade e sua população, por meio de trabalhos que discutam amplamente o papel e a sensibilidade do artista na sociedade contemporânea. É uma proposta de intercâmbio e de experiência de natureza colaborativa, que possibilita uma ocupação qualitativa da cidade por artistas que se proponham a questionar os meios e modos de fazer e pensar arte, utilizando como laboratório
e lugar, a rua e os espaços públicos da cidade. Uma proposta de encontro para intesifi car a vivencia, rua e relação por meio de trabalhos que contenham como elemento estrutural a multidisciplinariedade, o reconhecimento do espaço público como local de criação e suporte artístico e que potencializem o corpo coletivo. Em tempos onde o mundo se torna informação, e os territórios, nas cartografi as atuais, se hibridizam, procuramos nosso lugar, nosso território, no corpo e na potência coletiva. Estamos comprometidos em perceber o movimento
de tudo que nos envolve e, num mundo de sistema de sistemas, em que cada sistema particular condiciona os demais e é condicionado por eles, desejamos potencializar este corpo coletivo, político e social, e sua memória subjetiva e poética”.

  1. fonte de pesquisa: COLETIVOS E INICIATIVAS COLETIVAS:
    MODOS DE FAZER NA AMÉRICA LATINA CONTEMPORÂNEA
    por CLAUDIA PAIM. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes – UFRGS.

transcrição debate transmitido on line:

18:02

“Sou Manuela e faço parte do SEU [….] que siginifica Semana Experimental Urbana, evento que fizemos em Porto Alegre. Meus companheiros de trabalho são artistas e fomos ativados por essas questões da cidade, envolver outros artistas e se envolver de certa forma… ter algum envolvimento e realizar uma ação pública.

Sobre a Maré, na experiência do corpocidade, fiquei pensando muito na questão da ida na Maré, mas não sei direito sobre a experiência… Porque então não fomos fazer o debate na Maré? Como artistas, até que ponto estamos na rua ou estamos ajudando a realizar coisas?

Tentando pensar na Maréde de maneira sensível, em como a gente se relaciona com um espaço, não sei se houve uma colaboração ou uma relação. Acho que o poder da ação artística está no encontro. São várias pessoas, existem as diferenças. No SEU foram 25 grupos que se encontraram. Foi uma experiência. Seja humana, seja urbana, foi muito importante pensar em estar em experiencia junto”

“estar em experiência coletivamente dá força, ocasiona o compartilhamento. Quero provocar: qual foi a experiência na Maré? Como foi? Tinham pessoas fazendo junto? Pessoas da comunicade?

Sempre me pergunto onde estão as pessoas? Atualmente acho muito difícil aceitar que colar cartaz é relação. Acho ok, colo cartaz na rua, mas não acho que traga algum ‘novo’, algum ‘relacionar’. Acho que a dificuldade está entre os corpos e relação é proporcionar algo mais íntimo.

Sobre a bomba… Fiquei incomodada. Acho que percepção, o porque somos artistas… trabalhar com percepção tem que ter envolvimento. Estava sentada aqui e não sabia o que era e meu ouvido está latejando. Já fui assaltada, já morei perto, quase dentro de favelas. Hoje em dia, até que ponto, me pergunto, a tua reação [Ronald Duarte] quer um impacto. Está todo mundo aqui. Qual o teu envolvimento? Que diálogo tu quer gerar com as pesssoas?”


Feira de Arte Impressa – Galeria Tijuana – São Paulo – SP


Rede Aparelho – Bora nessa SEU! – Belem do Pará – PA

Cineclube | RádioTransmissão | Performance

distribuição Cadernos e Catálogos SEU – Semana Experimental Urbana

conversações: Luizan Pinheiro (PA) e Ophelia Patricio Arrabal (RJ)

Em parceria com: PPGArtes/Ufpa; Artistas SEU – Semana Experimental Urbana, Grupo de Estudo GD – Guerrilhas Estéticas e vários artistas que compartilharão seus trabalhos.

relato sobre ação, por Bruna Suelen:
http://arquetipofake.blogspot.com
http://aparelho.comumlab.org
http://olharesemderiva.blogspot.com
http://nocayerondelcielo.blogspot.com
http://desinstalaviolencia.blogspot.com

“Bora nessa SEU, já foi…

A rádio fm funcinou direitinho, mtas vinhetas e mta música no vinil rolou, uma pena que o garoto que ficou de subir ela para web, naum apareceu e naum tínhamos outra caixa para que ela rolasse em circuito fechado.

O cineclube foi aberto com o belenense  qUALQUER qUOLETIVO apresentandoJAMCINE #1: uma crônica de horror FANTOME BELLE-EPOQUE que é uma serie de 7 filmes que eles próprios estão fazendo, e depois rolou com vários vídeos que foram enviados e os selecionados por nós, que foram vídeos gays, o que criou uma polêmica entre o público hetero presente, as homofóbicas naum gostavam e pediam que intercalassemos com videos artes, hahaha foi divertido.

Ainda tivemos uma video instalação trasmissão do arquivo aparelho projeto no teatro waldemar henrique que ficou liiiiiiindia.

Distribuímos 60 e poucos cadernos SEU para o público circulante, e o legal foi poder conversar com as pessoas sobre ele, trocando ideias sobre a publicação, etc, etc.

Ophleliiiaaa e Luizan, sinto por naum ter rolado a conversação. O computador que estava exibindo as coisas lá fora naum tinha skype, e o computador que tinha, estava sendo usado com rotiador wi-fi, exibir e baixar demorou um pouquinho e ainda fomos atrás de mais um microfone para que todos pudessem ouvir o luizan na praça. Quando resolvemos essas coisas, ophelia já estava off lá pelas 20:40 da noite daqui, pois já estava esperando a gente desde de cedo, e como eu fiquei lá fora ajudando no cineclube acabei naum conectando com vc ophelia para esparar mais um pouco, sorry. Em seguida passamos alguns videos mais que camila foi mandando e do nosso arquivo, e fomos desmontando pois estava todo mundo cansando já.

Foi mto legal a universidade abrir espaço para ações desse tipo,  que daqui pra frente aquela pós graduação abra pra mtos mais eventos neste sentindo… Eu achei divertido, eu sempre me divirto na verdade nessas reuniões.  O que ocorrer é realmente a melhor definição das ações da rede, pq os acontecimentos vaum definindo a ação, e isso eu acho do caralho.

Recebi críticas de um amigo (teo) que estava tirando as fotos pra gente, dizendo que a gente tem tanta coisa pra falar e naum diz e naum faz anúncio de filme, naum tem programação dos videos, disse que a ação foi do caralho mas que naum estava organizada, naum foi anunciada, que as pessoas naum estavam entendendo o que estava acontecendo… Isso me fez pensar em 1: na nossa total falta de interesse com formação de público; 2: na minha vergonha de falar no microfone (eu sou tímida!); 3: em um formato mais livre de ação, onde as pessoas que naum eram muitas, umas 50 que circularam por ali, fossem conversando e sabendo oq tah rolando, perguntando se interssando, trocando, que eu acho muito mais legal do que esse artistaXpúblico, o que de fato sempre ocorre; 4: que nossas ações tem caráter colaborativo, e se alguma coisa estava incomando quem quer seja dentro da ação, que chegasse e falasse que na mesma hora a gente conceta e trasnforma a coisa, e fala oq tem q falar e assim vai se construindo a ação juntos. Estamos (ou) amadurecendo…

ãããnfããã Bora nessa SEU, Rendeu!”

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